Mestrado em Ciências da Educação, Ensino Especializado da Música
Mestranda: Liliana Leal 25/01/2011
Sessão 5 – Actividade 1
Apresente uma breve visão prospectiva da actividade a desenvolver nos anos seguintes e os aspectos a corrigir ou e a melhorar na organização do trabalho na sua escola.
Começando por fazer uma reflexão sobre a prática profissional realizada na organização do trabalho escolar da minha escola, verifico que como afirma Hargreaves (1992) num dia tão preenchido onde todos estão ocupados com as suas tarefas, a falta de tempo e uma melhor gestão do mesmo são factores condicionantes para uma cultura mais individualista.
No entanto, o individualismo, pode ser também estratégico ou deliberado sendo que em qualquer das situações é um fenómeno significativo e que alerta para o perigo de que escola se pretende; uma escola aprendente com uma visão partilhada e onde o trabalho colaborativo é fundamental para o sucesso desta.
O trabalho colaborativo é uma das questões, a meu ver, centrais e ainda a melhorar. As interacções existentes são apenas de uma forma colegial e em que o trabalho de grupo e reuniões são impostas durante o período de preparação das actividades lectivas. Apesar de se realizarem reuniões de grupo e de coordenação pedagógica estas tratam apenas os interesses do próprio grupo ou de um determinado número de alunos (turmas) fazendo assim com que não haja articulação do currículo enquanto projecto integrado.
Numa sociedade mais exigente e complexa penso que os docentes deviam investir numa actualização/formação científica e pedagógica contínua e de livre iniciativa de forma a consolidar mentalidades numa perspectiva de desenvolvimento profissional: mais interligação teórico-prática, interdisciplinaridade e trabalho colaborativo.
A colaboração deve ser espontânea e voluntária criando assim uma força e confiança colectiva.
A inovação e mudança são conceitos que devemos inserir nas nossas práticas pedagógicas, mas, para os quais muitos professores ainda não estão abertos a esta temática.
Penso também, e através da leitura sugerida que a Investigação – Acção, cujo conceito teve origem na década de 40 através do artigo de Kurt Lewin, será uma das metodologias preferenciais a adoptar na prática educativa. É uma das metodologias que mais pode contribuir para a melhoria uma vez que parte da prática, aproxima as partes, favorece o diálogo, desenvolve-se em ambientes de partilha e colaboração e valoriza a subjectividade. O propósito desta prática é questionar as práticas sociais e os valores que as integram com a finalidade de explicá-los. Numa investigação temos sempre uma intenção de mudança sendo o seu resultado: produzir conhecimento, modificar e transformar para melhor.
Outro dos aspectos ainda a melhorar é a relação escola – família, ou seja um maior envolvimento dos pais com a vida escolar.
Finalmente penso que o caminho a seguir será, como defende Peter Senge (1990) entender a escola como um organismo vivo, uma estrutura aprendente. Uma construção partilhada, uma aprendizagem em equipa e um pensamento sistémico são três dos vários domínios mais importantes para que a organização escola possa sobreviver e ter sucesso ao longo dos tempos.
Realizando uma reflexão mais direccionada para a minha prática pedagógica, numa perspectiva do paradigma construtivista, penso que tenho ajustado as estratégias para que todos os alunos tenham sucesso na aprendizagem.
Considerando que os alunos são sujeitos activos na aprendizagem tenho utilizado o reforço positivo (feedback) imediato para regular a aprendizagem. Tenho promovido o estudo em grupo, de forma a motivar os alunos e recorro ao uso das novas tecnologias para que os alunos em casa possam dar continuidade ao trabalho realizado na aula.
Algumas destas práticas são fruto do conhecimento obtido neste mestrado